terça-feira, 2 de julho de 2013

Catasetum Fimbriatum - Uma orquídea brasileira, com suas curiosidades.

Catasetum Fimbriatum.
Esta orquídea é brasileiríssima e tem algumas peculiaridades.
O gênero Catasetum, agrupa mais de cento setenta espécies epífitas, encontradas do México ao norte da Argentina, com o maior número de espécies na Amazônia. Cerca de cem espécies existem no Brasil. O Brasil central pode ser considerado seu centro de irradiação.
O Catasetum pode ser reconhecido dentre os gêneros desta tribo pelas suas flores masculinas frequentemente com as já mencionadas antenas abaixo do estigma, cuja interessante função é expelirem o polinário à distância quando tocadas. O referido polinário é lançado como um dardo, aderindo às costas de zangões ou abelhas que por seu interior se aventura.
Apresentam pseudobulbos carnudos, oblongos e anelados, cespitosos, com diversas folhas dísticas, normalmente decíduas, estreitas, nervuradas, cujas Baínhas encontram-se sobrepostas em sua parte inferior, e permanecem recobrindo os pseudobulbos depois de secas. A inflorescência é produzida das gemas dos nós nas laterais dos pseudobulbos, perto da base, racemosa, ereta, curvada ou pendente, em regra apresentando muitas flores quando masculinas e poucas quando femininas.
Apresentam três tipos diferentes de flores, masculinas, femininas e ocasionalmente hermafroditas, comum em hastes separadas, raro na mesma inflorescência. As pétalas e sépalas são inteiramente livres, parecidas, comum curvadas para trás, acanoadas ou coniventes. O labelo é carnoso, séssil, e muito variável nas flores masculinas, geralmente saquiforme nas femininas.
As flores masculinas apresentam formatos muito variáveis, normalmente de coloridos vistosos, ocasionalmente verdes. As flores femininas de quase todas as espécies em regra são verdes e parecidas, de modo que é difícil a identificação de uma espécie pelas flores femininas. Vale notar que a identificação de espécies de Catasetum pelo aspecto vegetativo das plantas também é quase impossível visto serem todas praticamente iguais.
A duas primeiras espécies descritas foram: o Catasetum macrocarpum e o Catasetum maculatum com flores masculinas o que deu origem ao nome. Já em 1828, John Lindley descreveu o Catasetum cristatum baseado em flores flores femininas. Essa capacidade de possuir hora flores masculinas ora femininas, causou muitos erros nas descrições e tornou complicada a taxonomia do gênero na época.
Não se tem certeza sobre o que causa o dimorfismo sexual na floração dos Catasetum, há uma corrente que acredita ser a luz o principal fator para a indução de flores femininas. Já a outra acredita que tanto o estresse hídrico como o estresse térmico são responsáveis pelo aparecimento de flores femininas.
Outro fato curioso sobre este gênero é a capacidade de reduzir seu metabolismo frente a qualquer ataque de pragas ou variações climáticas, esse processo é comumente chamado de dormência, no qual o Catasetum perde as folhas e reduz a absorção de água e nutrientes, permancendo latente até que as adversidades passem, brotando normalmente logo após. O gênero Catasetum é extremamente adaptável, mas requer umidade constante além de alta quantidade de Nitrogênio,para o seu desenvolvimento.
Fonte: Wikpédia e notas do autor.
Meu Catasetum Fimbriatum foi encontrado num pasto em uma fazenda, enraizado numa ponte de pau fincado ao chão, vivendo em pleno sol, com haste repleta de flores.
Uma curiosidade é que a intensidade de luz interfere sobre a quantidade de flores masculinas ou femininas que irão aparecer.
Abaixo, as fotos referem-se às flores masculinas.

Veja o ataque.

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